sábado, 26 de março de 2011

Idéias doidas para definição de vida

"quando se é criança, tudo parece ser tão grande, tão intenso, e essa sensação que gosto de chamar de "magia" se vai quando começamos a ser lentamente traidos pela biologia e crescemos. Gosto de sempre usar uma analogia do ciclo humano com o ciclo de vida da lagarta, mas com um pequeno porém a ser considerado, ele é comparado a nós mas ao contrário.
Iniciamos borboletas, crianças que se animam e sorriem ao ver as cores brilhando, e inocentes o suficiente para enxergar a beleza simples das coisas, até que o tempo implacável, nos torna em adolescentes, casulos surpreendentes, intransponíveis e indecifráveis. E até que enfim adultos lagartas, vidrados em comer, trabalhar e dormir. Até que nos deparamos com uma falha em minha analogia, o ciclo das borboletas não engloba a velhice. Eu enxergo como se esse período fosse o tempo em que paramos e refletimos sobre todas as fases anteriores. E com certeza todos chegaríamos as seguintes conclusões: de que como eram belas as nossas asas, quão estranhos eram os casulos, e quão desajeitadas eram as lagartas!"

To: Giovanni Bosco

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