sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Redes sociais nada sociáveis...

"Após algum tempo sem temas e sem vontade encontrei uma coisa legal. provavelmente vai ter muita gente discordando novamente mas essa é uma das intenções do Blog Idéias Doidas mesmo. Espero que comentem, corrijam, deem seus pontos de vista, avaliem, mas sempre com respeito com todos...=D
Hoje decidi comentar sobre o fenômeno chamado "Orkutização", é um termo genérico que pessoas usam em redes sociais para apontar atitudes de outros usuários como sendo erradas perante sua avaliação do que é correto. Exemplo, postar fotos pornográficas, com conteúdos adultos em geral, violência, vídeos impactantes,  postagens com coisas humorísticas, religiosas, ateístas ou críticas musicais e etc...Claro que se depender de meu próprio "filtro" do que eu acho correto e o que eu acho errado, todos esses conteúdos seriam extintos, mas o que venho observando são pessoas tentando oprimir os usuários que fazem uso desse tipo de conteúdo, o que também acho ridículo no mesmo nível. Reclamar que recebe solicitação de aplicativo, ou que estão "poluindo" a timeline. A meu ver analiso essas coisas a partir do início, partindo da premissa de que é uma rede "social", você vai encontrar de tudo, a internet é um lugar aberto para qualquer coisa. Reclamar de poluição em facebook é como reclamar da existência de sites com conteúdo erótico na web. Você não tem a obrigação de arrancá-los de lá, é um lugar livre, apenas não os acesse! assim é com uma rede SOCIAL, cancele o que te incomoda, evite quem te atrapalha e busque o que é de seu interesse. Quem "Orkutizou" o Orkut foram os usuários que nessa guerra de classes acusando um de burro, outro de pobre, foram inviabilizando a interação entre pessoas naquele veículo. Agora essa mesma guerra se inicia em outras redes, o Twitter a muito tempo esfriou devido a escândalos criados pelos próprios usuários. Vejo milhares de postagens de pessoas reclamando de que fulano postou uma foto de um homem segurando 10 gatos mortos, e que ciclano comentou agressivamente contra a banda preferida de quem quer que seja...Apenas ignore o que você acha que não é de seu interesse, não tente consertar pessoas, o facebook não é sua propriedade. É assim que eu vejo que a população tem tratado redes sociais a muito tempo, um local onde você pode agredir pessoas por fazerem o que gostam, e para montar grupinhos para julgar quem faz diferente de você!

domingo, 18 de dezembro de 2011

A liberdade de se indignar...

"Aee pessoal, aqui estou eu para falar mais coisas estranhas sobre coisas que todo mundo já sabe, cheguei a essa conclusão essa semana. Rolou nas redes sociais em geral, toda uma mobilização ao redor de um vídeo em que aparece uma mulher agredindo um cachorro Yorkshire, quero deixar claro que não é disso que vou falar, mas já deixo explícita a minha desaprovação por cada segundo daquele vídeo, uma atitude mais do que covarde de uma (infelizmente temos que chamar assim em um país em que o papel na parede determina o tratamento que a pessoa merece) profissional da saúde. Mas o que me chamou a atenção não foi nem o vídeo em si, foi a repercussão e a forma que as pessoas reagiram ao fato. Primeiro, muitas pessoas se indignaram e postaram o vídeo para que mais gente visse, logo depois veio a onda de "vingadores" com comentários do tipo "Tem que morrer!", "Se eu pego eu mato!" e coisas do tipo. Primeiramente é óbvio que é apenas uma manifestação acalorada da revolta do momento, nenhum deles (Espero eu) queria mesmo matar a mulher. Depois veio o fato que me abriu os olhos para uma outra coisa, Surgiu uma tirinha (coisas que viraram febre de uma hora para outra) com uns dizeres do tipo, "...Corrupção, violência, miséria, política, fome tudo bem, mas um cachorrinho não!..." insinuando que as pessoas não ligam para coisas sérias (como se um assassinato de um animal indefeso fosse menos sério) e para um acontecimento daquele todos se revoltam. O que reparei é que inegavelmente a tirinha mostra problemas sérios da humanidade atual. A fome assola muitos lugares, a corrupção atrasa o desenvolvimento,  a violência hoje é um problema sério em todo o mundo, mas o que achei estranho é repreenderem alguém utilizando essa tirinha, pelo fato de simplesmente essa pessoa ter se indignado com um fato que é natural se revoltar. Milhões de animais são mortos no mundo e ninguém diz nada, quando um caso milagrosamente ganha espaço e se torna publico quem o dissemina é repreendido por ter feito a coisa certa! A pessoa se revolta com algo que é natural se revoltar, mostra ao mundo o problema, e em troca é repreendida insinuando que ela não se preocupa com outras coisas. Hoje em dia até o nosso direito a indignação está censurado, nós não podemos mais nos revoltar com o que quisermos, tem os fatos que você deve se indignar e outros que não pode. Nós perdemos o direito de ficar bravos. Temos que nos revoltar com o que a maioria concorda, senão você é ridicularizado e repreendido.
Tivemos privado o direito de avaliarmos a situação, e a partir dos nossos princípios decidir se aquilo nos revolta ou não. Triste isso...A liberdade sendo usada como arma contra quem exerceu a liberdade. A pessoa está usando o direito dela de se expressar para atacar e julgar uma outra pessoa que usou o mesmo direito de se expressar para dizer que estava indignada.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Sujeira na tela...

"Me pediram ontem para falar sobre a possibilidade de cobrarmos uma mídia (imprensa) imparcial na transmissão de suas informações. Eu entendi a curiosidade e inclusive achei uma ideia muito original e que dá para ter bons argumentos. Existe várias formas de utilizarmos a mídia a nosso favor, mas é evidente e claro que é a mídia que nos usa a favor de terceiros. Utilizando a televisão como um exemplo, o Brasil é um país em que a cultura de se assistir TV é uma coisa já estabelecida. Já vi famílias passando necessidades mas com uma TV ligada na novela das 8 *(que para mim é uma fonte estratégica de frustrações e alienação popular) mas de inegável valor de entretenimento. A imparcialidade nas informações passadas a todo o povo a meu ver é inexistente, ninguém é imparcial ao transmitir uma notícia por exemplo, a partir do momento em que os editores do programa escolhem qual vai ser a chamada no comercial, ele já estabeleceu uma condição de valores a notícia. Essa é muito mais "importante" que a outra, sendo que informação é apenas informação no fim das contas. A ordem em que serão passadas, o horário de maior audiência tem as notícias devidamente escolhidas para aquele momento. Isso tudo já demonstra uma diferença de valores e de tendência a valorizar uma mais do que a outra. A forma em que é comunicada a notícia essa é ainda mais complicada, pois leva em conta muito mais coisas, tem mais fatores a serem considerados. Bóris Casoy apresentador de telejornais ao pronunciar o seu bordão "Isto é uma vergonha!" demonstra tender para algum lado, expôs uma opinião. A função imparcial de um comunicador é apenas veicular o fato, expondo todos as suas informações, apenas. Não se trata de mostrar os "lados da moeda", se trata de dar o material necessário para o telespectador criar o seu próprio "lado" sem influência de ninguém. Apenas com a análise feita por ele próprio com seus princípios e valores pré existentes. É evidente que existe muita coisa a ser passada e a questão de ordem é que fatalmente uma vai ter que ser obrigatoriamente a primeira e assim sucessivamente. Então a questão de imparcialidade total torna-se utópica. Existe muita notícia inútil na televisão hoje em dia, propagandas demais, verdadeiras chuvas de comerciais, enxurradas de "produtos revolucionários que mudarão a sua vida", e é necessário somente a pessoa que está com o controle nas mão (literalmente), filtrar o que lhe é importante e o que não lhe interessa, o que vejo nos últimos tempos é que não há nada nos canais abertos e acabamos optando pelo "menos pior" e acabamos assistindo qualquer porcaria com o conceito de "só tem isso", não contando que tudo o que vemos nos influencia de alguma forma, e o "menos pior" não deveria ser uma boa escolha para nos influenciar. Sei que imparcialidade, e controle da programação, variedade são todas coisas inexistentes que infelizmente temos que conviver e lutar de alguma forma por melhoras no que entra nos nossos lares, e separar o que é edificante de se assistir e o que é só sujeira na tela...E ligue agora para 0800-%¨*#& e adquira já o seu revolucionário..."

Desesperança voluntária

"Olá pessoal, estou tentando retomar o hábito de postar semanalmente aqui no blog, vou ver se consigo, conto com o apoio de vocês e de seus amigos para que divulguem e me deem ideias novas de assuntos legais para se debater e repensar. Esses dias um amigo meu disse sobre a desesperança em tudo, que o povo tem mostrado não só referente ao governo, ou em suas crenças religiosas, mas em todos os campos da vida. Eu vejo isso como uma forma de acomodação e conformidade com a atual situação. Seja por questões políticas que as pessoas se contentam em se revoltar apenas xingando ao invés de agir. Por questões religiosas há muito tempo a intolerância vem sendo presente. Muita gente atribui essa conformidade muitas vezes a impunidade, outras vezes a falta de poder. Politicamente falando eu acho meio estranho reclamarem de falta de poder em um país em que o voto além de ser popular, é obrigatório, e ainda por cima sendo o povo a maioria. Religiosamente acho que atacar esse tipo de coisa é claramente uma atitude inútil pois a sua ideologia seja lá qual for nunca vai ser suficiente para fazer o atacado mudar de ideia, atacar não é a melhor estratégia para se fazer entender seja qual for o assunto. E ainda tem mais, para mim independente da sua opinião religiosa atacar outra pessoa por esse motivo, ou ridicularizá-la é uma atitude cruel. Em geral as pessoas estão desesperançosas na vida, tem medo de tornar suas ideias publicas, reivindicar seus direitos, isso tudo é uma forma de auto-alienação, a pessoa prefere se tornar invisível e nula do que ter uma "preocupação" a mais na própria vida. Sendo que se seus direitos fossem respeitados essa preocupação seria  inexistente. A partir do momento em que as pessoas pararem de se sentirem vítimas passivas da própria vida as coisas começarão a mudar, de outro forma continuaremos com essa desesperança voluntária imposta pelo próprio sofredor. Nós mesmos colocamos barreiras em nossos caminhos apenas para assim termos alguma  justificativa pelo fato de não estarmos avançando...

sábado, 10 de dezembro de 2011

Conselhos de alguém sem nenhuma experiência...

"Aí, dá até vergonha de postar após taaanto tempo. Mas é que universidade suga sua vida quer dizer, "exige um pouco de atenção" e nisso tudo a gente acaba deixando o que a gente gosta um pouco de lado. Mas vou escrever um pouco sobre o que andei refletindo ultimamente. Com o fim do semestre vem a sabedoria de admitir que deveria ter estudado mais, pena que sempre esquecemos a parte prática de como aplicar essa sabedoria no próximo semestre. Sempre! Mas com isso tudo eu pude ver que algumas coisas ajudam muito não só na universidade no trabalho ou em familia, mas em qualquer ambiente que seja. Eu cheguei a conclusão que o melhor a se fazer é sempre manter sua mente em branco, evite conceitos pré-moldados, apesar do mundo ter suas regras e ser muito vantajoso segui-las (mesmo nem sempre você concordando com elas!), evite ter uma estrutura de pensamento fixa, seja a "água que passa pelas fendas" (Bruce Lee), saiba se moldar, faça suas escolhas, adapte-se a situação. Seja curioso, pergunte, questione, não acredite de primeira. Sempre duvide e nunca espere consideração ou piedade, isso não lhe será oferecido. Não se influencie por pessoas, e sim por idéias. Claro que todas sempre muito bem fundamentadas, argumentadas..mas nunca peça provas, nem toda verdade pode ser provada e nem por isso se torna uma mentira. tenha um tempo para você fazer o que gosta, pesquise coisas novas, cries novos hobbies, descubra coisas. Não tenha medo de fazer o que acha certo, antigamente homens foram jogados a fogueira e hoje são gênios...Estão mortos? Sim! mas ainda assim gênios...Faça o que quer fazer, peça sempre ajuda, não seja dependente, mas divida suas idéias com outras pessoas. Seja imprevisível, se perguntarem qual sua forma preferida, responda...Amorfo!