quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Sujeira na tela...

"Me pediram ontem para falar sobre a possibilidade de cobrarmos uma mídia (imprensa) imparcial na transmissão de suas informações. Eu entendi a curiosidade e inclusive achei uma ideia muito original e que dá para ter bons argumentos. Existe várias formas de utilizarmos a mídia a nosso favor, mas é evidente e claro que é a mídia que nos usa a favor de terceiros. Utilizando a televisão como um exemplo, o Brasil é um país em que a cultura de se assistir TV é uma coisa já estabelecida. Já vi famílias passando necessidades mas com uma TV ligada na novela das 8 *(que para mim é uma fonte estratégica de frustrações e alienação popular) mas de inegável valor de entretenimento. A imparcialidade nas informações passadas a todo o povo a meu ver é inexistente, ninguém é imparcial ao transmitir uma notícia por exemplo, a partir do momento em que os editores do programa escolhem qual vai ser a chamada no comercial, ele já estabeleceu uma condição de valores a notícia. Essa é muito mais "importante" que a outra, sendo que informação é apenas informação no fim das contas. A ordem em que serão passadas, o horário de maior audiência tem as notícias devidamente escolhidas para aquele momento. Isso tudo já demonstra uma diferença de valores e de tendência a valorizar uma mais do que a outra. A forma em que é comunicada a notícia essa é ainda mais complicada, pois leva em conta muito mais coisas, tem mais fatores a serem considerados. Bóris Casoy apresentador de telejornais ao pronunciar o seu bordão "Isto é uma vergonha!" demonstra tender para algum lado, expôs uma opinião. A função imparcial de um comunicador é apenas veicular o fato, expondo todos as suas informações, apenas. Não se trata de mostrar os "lados da moeda", se trata de dar o material necessário para o telespectador criar o seu próprio "lado" sem influência de ninguém. Apenas com a análise feita por ele próprio com seus princípios e valores pré existentes. É evidente que existe muita coisa a ser passada e a questão de ordem é que fatalmente uma vai ter que ser obrigatoriamente a primeira e assim sucessivamente. Então a questão de imparcialidade total torna-se utópica. Existe muita notícia inútil na televisão hoje em dia, propagandas demais, verdadeiras chuvas de comerciais, enxurradas de "produtos revolucionários que mudarão a sua vida", e é necessário somente a pessoa que está com o controle nas mão (literalmente), filtrar o que lhe é importante e o que não lhe interessa, o que vejo nos últimos tempos é que não há nada nos canais abertos e acabamos optando pelo "menos pior" e acabamos assistindo qualquer porcaria com o conceito de "só tem isso", não contando que tudo o que vemos nos influencia de alguma forma, e o "menos pior" não deveria ser uma boa escolha para nos influenciar. Sei que imparcialidade, e controle da programação, variedade são todas coisas inexistentes que infelizmente temos que conviver e lutar de alguma forma por melhoras no que entra nos nossos lares, e separar o que é edificante de se assistir e o que é só sujeira na tela...E ligue agora para 0800-%¨*#& e adquira já o seu revolucionário..."

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